Marau fez um Ótimo Encontro
Final de semana, 20 e 21, foi marcado pela realização do "Marau em 2 Rodas" evento que tem como organizadores o "Moto Grupo SEM Destino".
Para lá que o "Moto Grupo COM Destino" foi, por meio dos parceiros Bidú, Gilberto Cesar, Deise Wartha, Anderson e Paulo.
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| Bidú, Gilberto Cesar, Deise, Anderson e Paulo |
O evento, marcou para nós a volta do parceiro Paulo Figueiredo, que depois de onze meses de labor na cidade de Maceió, retornou ao nosso pampa.
Disse Paulo: em pouco menos de uma semana, a Versys ficou revisada, calibrada e "pimba" .... de novo nas estradas.
A viagem para Marau aconteceu no sábado por volta das 8h, quando partiram do Posto Laçador, Paulo e Gilberto Cesar, para se encontrarem com Anderson e Deise, nas proximidades do posto de rodoviário de Bom Princípio. No mesmo horário, Bidú estaria saindo da cidade de Lagoa Vermelha.
Tudo combinado e todos em viagem.
Ao posto policial, chegamos pouco antes do que a dupla da Feliz, mas a espera foi pouca e, logo se ouviu o rondo dos motores da Hornet e da Ninja, respectivas motos dos nossos parceiros.
Em pouco tempo, as quatro motos já empreendiam viagem na ERS 122, devendo passar por Bento Gonçalves, para Guaporé, Casca e Marau.
Em Bento Gonçalves, até pela sinalização bastante precária, alguns quilômetros a mais foram rodados até que ... de "perguntas em perguntas" se conseguiu achar a estradinha para Guaporé.
A grande surpresa aqui, foi a quantidade de Km em chão batido, a presença de pedregulhos e de várias placas, já bastante desgastadas, indicando: obras.
Só indicação mesmo, porque de obras, ... nadinha!
Isto reteve em muito a velocidade. Exigiu bastante atenção, porém não chegou a ofuscar as belas paisagens do entorno, alguns parreirais, as diversas encostas do sempre lindo Rio das Antas, que nessas imediações para a denominar-se Rio Taquari.
Depois desse chão batido, só mais uma buraqueira na imediações da cidade de Casca e chegamos ao Destino: Marau.
Marau, já recebia um bom número de motos e motocicilistas, os quais ingressavam pela avenida principal da cidade, num belo espetáculo.
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| Um comboio, ..... chegando a Marau |
No interior do parque, a situação era similar, com o ir e vir dos motociclistas, a montagem dos acampamentos, interno e externo, o clima de descontração, o som e os reencontros com amigos, paceiros e demais estradeiros.
O parceiro Bidú que já nos aguardava, demarcara o espaço para a colocação das nossas barracas, o que se deu no excelente ginásio de esportes, localizado no próprio parque de exposições, o local do evento.
Montado o acampamento, no interior do ginásio, logo se tratou de ir para o almoço, até porque a hora já havia passado bastante, deixando há muito de ser a manhã do sábado.
Para tal, uma caminhada foi empreendida pelo grupo, até porque as pessoas do local falaram que o centro da cidade é "logo ali" e, .... passados então uns dez quarteirões, chegamos ao local indicado também por vários motociclistas.
O Restaurante e Churrascaria Texas foi o escolhido.
Um belo local, com comida fartíssima, ..... até demais.
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| Gilberto Cesar, Paulo, Bidú, Anderson e Deise, no farto almoço da Texas |
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Devidamente almoçados, agora de volta ao local do encontro de motociclistas.
Associado ao clima, antes descrito, agora a presença do calor e do sol forte, o que fez com que diversos se recostassem, sob as árvores, o que aliás, é algo de abundante no parque.
Os nossos, aproveitaram para um descanso. Paulo e Bidú foram para as barracas, Deise e Anderson preferidam sentar sob as sobras, e eu aproveitei para dar uma passeada pelo interior do grande parque de eventos de Marau.
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| Capela Nossa Senhora Aparecida |
Um grande lago, diversas quadras esportivas, espaço para gineteada, espaço para exposições de animais, praça de alimentação, recantos culturais e uma antiga capela, em madeira, são alguns dos equipamentos quem compõe o parque grande de Marau.
Em meio a tarde, o parque já se encontrava com uma grande lotação. Os barulhos se confundiam pelo mais diversos lados: na parte central o locutor oficial berrava com anúncios, avisos e chamamento para as demais atrações.
Por todos os lados, uma verdadeira competição de sons onde diversos carros ostentavam potentes aparelhagens que faziam sair das respectivas caixas, ..... muito e muito som. Isto tudo, impedia que as pessoas conversassem, então o jeito era berrar! Não bastasse isso, diversas "CGs" com placas da cidade, infernizavam o ambiente com as altas "acelerações".
Isto tudo dava uma dinâmica muito diferente para encontro. A sensação era de que tudo acontecia muito rápido.
Em uma das laterais, acontecia o show de manobras radicais, pelo grupo Alto Risco, da cidade de Novo Hamburgo.
Em um outro sentido e, já passando as 17 horas, aconteceu a escolha da rainha do Moto Grupo Sem Destino, cuja vencedora irá representar o MG Sem Destino, quando da escolha da rainha da AMO/RS, em março próximo, no encontro de São Lourenço do Sul.
Nove garotas da cidade concorreram ao título de Rainha e Princesas, cabendo a escolha a um grupo de jurados, compostos pelo prefeito municipal, pelo presidente do MG anfitrião, pelo representante da AMO, dentre outros.
Nesta oportunidade, foi passada a palavra para o prefeito municipal, Josué Francisco da Silva Longo, que num discurso muito alinhado e entusiasta com o motociclismo, deu boas vindas e falou da importância para o município de Marau o evento de motos.
Em meio a tudo isso, nosso grupo assistia e também confraternizava, com os relógios já indicando o final da tarde.
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| Bidu, Paulo, Gilberto Cesar, Anderson e Deise |

Firmes ao ato de solidariedade que o Moto Grupo Com Destino tem se empenhado e se dedicado, todos tratavam de guardar, juntar, recolher e armazenar os lacres das latas de cervejas, cuja troca, habilita ao recebimento de cadeiras de rodas que são destinadas para as pessoas necessitadas, desprovidas de recursos.
E veio a noite hora do jantar e por indicação da Deise, o Destino seria uma pizzaria, bem no centro da cidade.
Desta vez, um táxi foi utilizado para o deslocamento do grupo. O taxista topou levar o quinteto.
A conversa foi descontraída no deslocamento tendo como assuntos as motos, o evento e também as tentativas do cidadão na indicação de uma outra pizzaria, que distaria um pouco mais, mas que era ótima e tal, ... o que não foi aprovado pelo grupo.
Assim ficamos no centro da cidade, o que propiciou um passeio pela praça da cidade, com o céu ameaçando a mandar chuvas a qualquer momento.
Na praça, uma placa indica da proibição do consumo e venda de bebidas com teor alcólico no local.
Isto é aos moldes de algumas cidades americanas, mexicanas e argentinas.
Na pizzaria:
E o quinteto se deliciou na excelente Pizzaria Covatti.
Acertou o proprietário do restaurante Texas, quando indiciou este local.
Errou o taxista que tentou nos induzir a um outro local.
A Covatti é ótima. Atedimento de primeira, comida de primeiríssima e o preço é muito aquém do que do além.
A chuva chegou na forma de "bomba d'água" e foi rápida.
Voltando para o evento, onde a noite já se encontrava prá lá de animada, agora, com a presença de um público ainda muito maior.
Notadamente as pessoas da cidade e região chegaram ao evento.
Dentre os shows, surpreendeu bastante o apresentado pelo grupo "5ª Estação". O grupo marausense, fugiu um pouco dos rocks tradicionais e apresentou um repertório embalado, com muitas coreografias e muita troca de figurinos.
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| Um dos Shows do evento, pelo 5ª Estação | | |
Fim de festa para nós, mas nem tanto para a grandíssima maioria.
A proximidade do ambiente das barracas para com o palco principal nos deixou ligados ao som e ao barulho externo até por voltas das 5 horas.
Daí, o silêncio se fez .. mas por pouco tempo.
Por volta das 7h começou o desmonte das barracas, o aquecimento dos motores de quase todas as motos e, o despertar foi inevitável, ... para aquela hora.
Um passeio matinal pelo ambiente externo, dava conta de que tudo já começava a fazer parte do passado.
Zero de pessoas.
Zero de agito.
No silêncio dos corpos e das almas, deixamos Marau, preguiçosamente, em busca de um café para depois pegar a estrada.
Aqui nosso parceiro Bidú rumou para Lagoa Vermelha e nós no sentido Bento Gonçalves, porém por um outro caminho, de modo a evitar a estradinha de Guaporé.
A estrada, nós a encontramos com facilidade. O café, não!
Grande parte dos estabelecimentos estavam com as portas cerradas, o que nos levou até a cidade de Nova Bassano, alguns bons quilômetros a frente, onde então paramos para o café matinal.
Ao longo lento do café, a proposta do Anderson em fazermos um pequeno turismo pelo Belvedere do Espigão e depois pelo Túnel do Trem, pontos turísticos, ao longo do nosso caminho de volta.
Proposta aceita, e lá se fomos.
De volta para a estrada, agora rumo a Veranópolis, obviamente que descendo a serra, até cruzar novamente pelo Rio das Antas.
Aqui o deslocamente é lento e exige paciência dos motoristas. Um caminhão a sua frente, significa trafegar com um bom tempo com marcha reduzidíssima o que aconteceu por várias vezes. Agora, ter pela frente um caminhão lotado de suinos, é sufoco qualquer um.
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| O caminhão de porcos o Anderson, oPaulo e a Deise a minha frente |
Foi o que aconteceu conosco e, por um longo tempo tivemos que conviver com o cheiro dos porcos impregnando os capacetes.
A sensação é muito ruim, o mal estar é inevitável.
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| Anderson passou, Paulo se preparando para passar..... ficamos Deise e Eu, por mais algum tempo ainda |
Passado o sufoco, alcançamos a cidade Veranópolis, para o turismo antes conversado.
E o lindo Mirante do Belvedere do Espigão se deixou ver, ...... isto em uma das curvas da estrada.


A ele adentramos para vislumbrar a beleza natural, nas alturas. O cenário é maravilhoso, onde lá em baixo uma usina de energia contrasta com o verde dos vales, com o trajeto sinuosos do Rio das Antas.
Uma estrada de ferro, que também tenta ser sinuosa, se confunde em muito com os traçados lá em baixo e tudo parece ser muito pequeno.
Na sequencia, mais uma parada.
Agora, para ver o Túnel da Ferrovia.
Um outro belo local, porém de rápida passagem.
O túnel faz parte do ramal Bento Gonçalves - Jaboticaba e é um trecho de aproximadamente 50 quilômetros
da chamada Ferrovia da Uva, ou Ferrovia do Vinho.
A obra foi executada pelo 1º Batalhão de Engenharia do
Exército. Na atualidade está em desuso. Ao longo do trecho tem-se com principais belezas os visuais do Rio
das Antas, do Monte Claro e obviamente, a cereja do bolo, um túnel em Y.
E assim concluímos o segundo passeio motociclístico do ano.
Marau foi ótimo.
Foi ótimo o retorno do parceiro Paulo Figueiredo para as estradas.
um abraços a todos
e até outra.
Relato: Gilberto Cesar
Fotos: Gilberto Cesar e celulares Deise e Paulo
Outas Fotos:




















