sexta-feira, 25 de julho de 2014

Dia do Motociclista

27 de Julho
Dia do Motociclista
 Nossa Homenagem aos Motociclistas
Amigos das  Estradas


Moto
Motociclista
Motociclismo

Deslizo ao vento
sobre  rodas
que me levam
mais além

Me acalma
 o ronco forte do motor

Mesmo veloz
consigo vislumbrar o verde
das gramas
e por vezes  um inseto, teimoso,
que se arrisca 
 em me acompanhar

Me fascinam  as distâncias

Suportável 
é o calor dos verões e,
mesmo em trajes em couro
nada sinto


Não incomoda
os ventos gelados
dos invernos
Nem mesmo os fortes pingos das chuvas
nada importa


Isso tudo me fascina
Tudo isso  me domina

Na estrada
me sinto mais eu
solitário dos asfaltos
ou 
efetivo de um comboio
querendo apenas estar
apenas querendo cruzar

No meu rodar 
  no recruzar dos caminhos
paro as vezes 
para o corpo descansar
é por pouco
logo a mente e o fascínio 
imperam
e eu livre
volto  logo a rodar.
gilberto cesar


sexta-feira, 18 de julho de 2014

20 de Julho: Dia do Amigo


       Amigos


             Abençoados os que os têm sem pedir

              Felizes os que os sabem escolher 

            Sábios os que os conseguem manter.
 
Homenagem  do 
Moto Grupo COM DESTINO  
a todos os verdadeiros AMIGOS.

              Homenagem especial aos parceiros das Duas Rodas:      Afonso Schanaider, Anderson, Arli Figueira, Deise Wartha ,                         Gelsomar Brasil, Jonas Santos, Nelsi Schanaider,  José Carlos VolPatto, Paulo Figueiredo e Ricardo Maciel.

Gilberto Cesar
20/07/2014

terça-feira, 15 de julho de 2014

Sem Neve e Sem Brilho

Os  Encontros de Motos são, também,  pontos convergentes que nos estimulam a Rodar.

            Não fosse este mote,  que norteia o  MG COM DESTINO, a viagem para Lages teria sido considerada muito ruim, posto que o evento propriamente dito foi . . .     Sem Neve e Sem Brilho. 

            O que parecia ser bom, se configurou na verdade como menos do que o razoável.  Estas poucas palavras, podem traduzir o que foi o Moto Neve, na cidade de Lages. 
Um dos monumentos aos Antigos Tropeiros

          O encontro, que careceu muito de organização interna no tocante a "zoeira" foi no entanto,  muito eficiente no controle do ingresso de pessoas e motos.  Com o desembolso de R$ 15,00 para ingresso nas dependências do evento, os participantes recebiam uma pulseira de identificação, que dava direito ingressar no interior do evento, aos shows, a uma infraestrutura precária, a compra de restritos  e caríssimos lanches rápidos e também a feira de  produtos para motos.

                    Para quem fez a opção pelo camping, no interior do evento, ai sim foi o pior.  A zoeira, que já era grande ao final da tarde, se intensificou muito a noite, parecendo ser um evento de ronco de motores, altos giros,  queima de pneus e muita aceleração.
Um dos pavilhões - área de camping
     No tocante ao público, lá acorreram diversos motos grupos, e o Rio Grande do Sul até pela proximidade contribuiu  com um grande número de motos.

                  Em meio a chegada, Anderson e Deise concederam entrevista para o Grupo RBS Santa Catarina, onde falaram da viagem, da expectativa do encontro, procedência, Moto Grupo que representavam, dentre outros.

     Para nós, o importante foi rodar mesmo. Os 337 km de ida, foram tranquilos, com saída de Porto Alegre e uma parada na cidade de Feliz, para que Anderson e Deise se somassem ao grupo.

Na praça principal a dupla,  já estava na espera. Trajavam  novos e lindíssimos macacões esportivos.
Sem dúvidas estreavam um excelente equipamento de viagem, considerando é claro, a época do ano, a segurança e a visibilidade necessária para os motociclistas.

Deise e Anderson também estrearam as camisetas com a logomarca do MG COM DESTINO.  


         De Feliz para Caxias, São Marcos, Vacaria e por fim Lages.
         Os relógios já marcavam 15h30min e com uma pequena garoa, o grupo foi chegando, efetuando o credenciamento e por lá ficando.

          As serras gaúchas e o início da serra catarinense, são por demais encantadoras, onde a paisagem contribui muito para deixar os trajetos espetaculares. 
É bem verdade que um bom número de caminhões, em circulação   exigiram muita atenção, principalmente nas ultrapassagens, o que pelo fluxo se tornou quase rotina.

Como se disse, o evento, apesar de ter recebido um grande público presente, fica marcado como evento não recomendado.
Aspecto do Evento

Praça de Alimentação

    








 No domingo, o mesmo caminho de volta   e sem grandes alterações.
          Um bom café na estrada, a descida das serras, as tradicionais paradas para abastecimento e   pouco depois do meio dia, em Feliz,  novamente, agora para deixar Anderson e Deise em casa.
 
Deise Warta no evento de Lages
          Muito bom para Deise, posto que pilotou a Hornet por uma centena de quilômetros.  Ganhou com isso muita confiança, segurança e o manejo em pilotar uma grande motocicleta e, com carona. 

Normalmente os retornos são mais rápidos, principalmente neste caso, porque em meio a tarde aconteceria a final da copa do mundo no Rio de Janeiro, entre a Alemanha e os Hermanos.   (Alemanha 1x0 Argentina)

        Desta rápida viagem, a constatação de que as estradas estão boas, e com  trafegabilidade tranquila. Chama a atenção para o grande número de praças de pedágios  desativadas. Não pagamos  nenhum pedágio ao longo dos trechos.     
        Das duas uma: ou ainda estamos aproveitando as estradas da época dos pedágios, ou o governo estadual está corretíssimo, ao desativar esses pedágios. 
Certamente alguém estava ganhando muito dinheiro com a cobrança exagerada no pedágios e pior ainda, pedágios pouco distantes uns dos outros.

           Esta foi a viagem em que participaram Deise, Anderson, Jonas, Paulo e Gilberto Cesar.


Relato e Fotos: Gilberto Cesar 
 

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Com Destino: MOTO NEVE

Lages, em Santa Catarina, será o palco do 
XIX Encontro Internacional de Motocicletas

MOTO NEVE




MG COM DESTINO estará presente.
Saída de Porto Alegre: 8h - posto laçador  - Saída  Grupo de Feliz : 9h - praça do esquenta - Sábado 12/07.


segunda-feira, 30 de junho de 2014

Eventos de Julho

INDICAÇÕES DE PARTICIPAÇÃO
Em Julho de 2014







12 e 13 - Moto Neve 
 Lages - SC (saída sábado pela manhã)

                           20 - IIª Moto Romaria (10h)
                           Canoas - RS

                                                         27  - IIIº  Costelão (12h)
                                                                Dia Nacional do Motociclista 
                                                                Pantano Grande - RS             
                                                                                                                 .
  Aos integrantes do   MG COM DESTINO   fica  aqui    a oportunidade para proporem  ou indicar passeios de finais  de semana.  

quarta-feira, 25 de junho de 2014

MG COM DESTINO: Cambará do Sul


 Feriado foi em Cambará do Sul  
        Cambará do Sul foi o local escolhido  pelo  MG Com Destino na última  quinta-feira, 19, feriado de Corpus Christi, para um passeio do tipo bate-volta.
      A provocação inicial foi de Jonas Santos, ao que responderam positivamente  Paulo Figueiredo e Gilberto Cesar. O destino, Cambará do Sul, foi proposição do último citado, antecipando assim a um passeio programado para o mês de agosto próximo.
                    Corpus Christi, que significa Corpo de Cristo, é uma festa religiosa da Igreja Católica que  acontece sempre na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade, em alusão à quinta-feira santa. Essa  festa   foi instituída pelo Papa Urbano IV no dia 8 de Setembro de 1264. Na verdade, o Corpus Christi não é feriado nacional, tendo sido classificado pelo governo federal como ponto facultativo. 
                     Cambará do Sul é conhecida também como "a terra dos cânions" e "a capital do mel". A pequena Cambará do Sul é campeã no ranking de baixas temperaturas, sendo que o seu inverno está sempre entre os mais frios do Brasil.
                          Localiza-se a 185 quilômetros de Porto Alegre.
     Em Cambará do Sul estão as sedes do Parque Nacional de Aparados da Serra e do Parque Nacional da Serra Geral, onde estão localizados, dentre vários outros, os conhecidos cânions do ItaimbezinhoFortalezaChurriado e Malacara.
     O encontro do trio ficou marcado para às 8h30min da quinta e, pontualmente todos compareceram o que propiciou o início da viagem na hora aprazada. 
No posto laçador, ponto tradicional local de encontro dos motociclistas, a quinta começou muito movimentada. Assim como a turma do MG Com Destino, outros grupos também acertaram viagens e passeios, a fim de aproveitar assim o feriado.
Posto Laçador - Jonas e Paulo na Foto de Gilberto Cesar
                                Paulo, Jonas e Gilberto Cesar,  começaram a viagem e, de plano, constataram que a temperatura ambiente em Porto Alegre estava a 7ºC  segundo indicação do relógio de rua localizado em frente ao  aeroporto Salgado Filho. Obviamente que o local de destino, Cambará do Sul, já antecipava a necessidade de roupas e apetrechos adequados a esta estação de inverno.
      Jonas Santos propôs o itinerário que contemplava passagem pelos municípios de CachoeirinhaTaquaraSão Francisco de Paula e, por fim, Cambará do Sul.

     A primeira parada, para um café bem quente, aconteceu em Taquara. Aqui houve a constatação de frio nas mãos por parte do Paulo Figueiredo, apesar das luvas dupladas que estava usando.  Contrário a isso, e como já acontecera ano passado em viagem a Brasília, Jonas Santos voltava a pilotar com luvas de verão, ou seja, luvas sem cobertura total dos dedos. 
O Posto, a Alusão à Copa e o Café ....
     O grupo até tentou mais uma vez saber, indagar e tentar imaginar o frio nas mãos do Jonas, que falou novamente:    ainda não encontrei uma  luva ideal. 
A partir da cidade de Taquara, começa a subida da serra e, como consequência, o frio se faz sentir com maior intensidade. No entanto, as belas paisagens, as curvas, os penhascos, as araucárias, os vales no trajeto compõem o belo cenário que se vê ao longo da estrada. 
          O sol, ainda que acanhado, acompanhou o grupo até São Francisco de Paula. Devido ao feriado, associado ao frio, a cidade estava bastante deserta. 
São Francisco de Paula
                       A trinta km de São Francisco de Paula, uma parada para abastecimento na localidade de Tainhas, que dista do asfalto algo em torno de 1,5km, em chão batido. Mas, segundo se soube, trata-se do único posto na redondeza.
O Posto e, uma residência em Tainhas 

   A chegada a Cambará do Sul aconteceu por volta do meio dia. Um passeio rápido para conhecer o local e depois uma caminhada com mais vagar até a parada já esperada, ou seja, um restaurante para o almoço.


     
 
       Em meio ao excelente almoço, fizeram-se presente as indagações tradicionais a respeito de pontos turísticos e de como chegar a eles, além das demais informações da praxe turística.
               Entre duas taças de um vinho de excelente qualidade, o grupo teve a indicação da Empresa de Turismo "Eco Hotel" de que poderia efetuar o tour pelos cânions. 
               Já na empresa, soube-se  que o passeio seria uma longa trilha com destino ao  cânion Fortaleza. Sairia às 14h com retorno previsto para às18h30. 
Na verdade, são passeios que contemplam  um cânion por turno, considerando os existentes em Cambará do Sul.
             A opção interessou, uma vez que além do Fortaleza, a trilha / passeio também faria visitação à cachoeira do tigre preto, a cascatas e à pedra do segredo.
Cânion Fortaleza
      E lá fomos nós ao Fortaleza. O grupo de visitantes estava composto por 9 turistas e 2 guias. Nosso MG Com Destino e mais um casal de Caxias do Sul, foi embarcado numa Land Rover. Numa Fiat Doblô os demais visitantes.
Jonas, Paulo e Gilberto Cesar

                                                                                  A Doblô, e o Chão Batido
 Saindo da cidade, o guia/motorista já foi prestando  informações a respeito da cidade, do passeio, dos cânios e logo a estrada deixou de ser asfaltada e um duríssimo chão batido com muitas pedras tornou-se a estrada a ser percorrida.
          Aqui deu para perceber a versatilidade ímpar da Land Rover, se bem que bem depois, por depoimento das pessoas da Doblô, também foi elogiado o veículo no tangente ao conforto frente à estrada que estávamos a percorrer. 
          Passados pouco mais de 40 minutos, chega-se a entrada do Parque. Disseram  guias tratar-se de uma parada obrigatória, pois há aqui uma espécie de contagem e identificação das pessoas nos veículos, isto para fins de controle de entrada e saída. A rigor, quem entra no parque deve deixar o parque no máximo às 19h. O parque fecha às 18h para ingresso de pessoas.
Galpão, em frente ao posto de controle
Esse posto de controle é o local ideal para quem deseja ir ao banheiro. Na verdade é um banheiro só para todas as pessoas. Isso, faz com que os homens acabem utilizando como banheiro um galpão praticamente inativo e que dista uns 50m do posto.    
     Para ingresso no Parque não se paga nada. Isto certamente explica a precariedade do local, diferentemente do que acontece com qualquer parque de visitação pública em que haja  cobrança.
    Para se ter uma idéia, nosso grupo de visitantes estava composto por 9 pessoas. Pelo rateio, lá na empresa de turismo, cada um desembolsou R$ 55,00 para o deslocamento em veículo, o acompanhamento do guia e uma garrafa de água. Até aqui tudo bem. Mas para o parque nada
     Se houvesse uma pequena cobrança para ingresso no parque, talvez pudéssemos dispor de uma estrutura melhor, uns melhores atrativos e uma maior participação da União, no sentido de administrar e dotar o parque com verdadeiras atrações. 
Isso acontece em outros parques. Recentemente estivemos no Parque Nacional do Iguazú, lado argentino, e o parque cobra ingresso, e oferece uma infra realmente interessante. Como se sabe, em matéria de turismo, o Brasil já amadureceu e conseguimos entender que esta atividade é uma das maiores fontes de divisas.
No caso de Cambará do Sul, cabe bem um trem interno para deslocamento das pessoas até o pé da montana. Trem ao estilo Aeromóvel (Coester),
             esse pioneiro que hoje se encontra em operação no aeroporto Salgado Filho, e mais a colocação de um restaurante, de lancherias, de banheiros, de estações de transbordo, etc... 
Isto tudo a  exemplo de outros parques.
 Fica aqui a sugestão e endereçamento desta para o Ministério do Turismo.
Pouco depois começa a caminhada. Carros ficam estacionados num local mais espaçoso e mais plano da estrada e já no início os guias dão as instruções, distribuem uma garrafa de água para cada um, falam a respeito da proibição de descarte de lixo e, apontam para o alto.....   "   .... é lá que vamos..." dizem. 
São quase dois km de caminhada, morro  a cima, lomba a cima, trilha a cima, ... tudo a cima e muito a cima.
          Lá pelas tantas, uma parada para contemplação de um grande paredão na fenda geológica, bem como uma grande rocha, chamada dedos de deus, dada a similaridade a dedos de uma  grande mão, isto  de um lado.
Dedo de Deus
Do outro, uma vista muito interessante. A  mais ou menos 50km em linha reta, avista a cidade de Torres, bem como o mar, em uma grande extensão.
Ao longe, a cidade de Torres e o Mar
É muito legal essa visão.
           Aqui é a demarcação de divisa entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, aliás, uma grande e profunda divisa.
Divisa entre os Estados do RS e SC
    Continua a subida e chega-se ao Fortaleza, obviamente que cansados, meio suados e a sensação é de que o frio, .....  que frio  mesmo ... ? 
O Topo do Fortaleza
                     Localizado no Parque Nacional da Serra Geral, a 23 km do centro de Cambará do Sul, o Cânion Fortaleza é considerado um dos mais exuberantes da região. Possui 7,5 km de extensão, 2.000 metros de largura e uma altitude de 1.240 metros acima do nível do mar. Os seus paredões lembram muralhas. Daí a origem do nome Fortaleza. As principais trilhas são: a Trilha do Mirante, onde é possível ver a grandiosidade do cânion e, em dias claros, parte do litoral gaúcho; a Trilha da Cachoeira do Tigre Preto onde despencam as águas do Arroio Segredo; e a Pedra do Segredo.
A visão é simplesmente extraordinária. Está-se a muitos e muitos metros acima do nível do mar.                Tudo muito extraordinário. 
Fotos, contemplação e começa a descida, agora em direção a Pedra do Segredo.
           É através da trilha da Cachoeira do Tigre Preto, no Canyon Fortaleza, que é possível chegar até a Pedra do Segredo. 
        É chamada assim pelas suas características, pois é formada por um bloco monolítico de 5 metros de altura e de aproximadamente 30 toneladas. Mas, o que encanta mesmo é o fato dessa grandiosa pedra estar equilibrada em uma base de cinqüenta centímetros. 
Aqui a grande surpresa: para se  chegar a pedra, é necessário molhar os pés. A turma ficou apreensiva. Molhar os pés... a tarde praticamente caindo. O frio se fazendo sentir! sim, para se chegar a pedra, é necessário atravessar sob pedras, que estão umas submersas a um córrego. Não tem outra maneira. Então, alguns tiraram as meias e ficaram somente de tênis, outros foram com tudo e todos molharam os pés. Na verdade é uma travessia um tanto difícil, não chega a ser perigosa, mas precisa-se de muita atenção.
A Pedra do Segredo
 Os visitantes não conseguem mais, chegar bem nas proximidades da Pedra do Segredo.  Segundo os guias, as pessoas há pouco tempo subiam na pedra, tentavam empurrá-la  e estavam a danificar este monumento da natureza. Em razão disso, uma cerca de arames foi colocada impedindo a aproximação, mas, assim mesmo, a pedra encanta pela sua imponência.
         Começa o caminho de volta. 
    Novamente cruzar o córrego, molhar os pés, porém, com os agravantes de que o frio se intensificara e a chegara a noite.Todo o cuidado é pouco. 
           Ajuda aqui, ajuda ali.... e chega-se ao estacionamento.                                                                    
    Todos aos  carros e começa o retorno.
     Fim da trilha. Aliás um ótimo passeio, ao qual recomendamos tranquilamente.                                   
       Chegar ao topo do cânion, ver a divisa com Santa Catarina a pouquíssimos metros de distância, porém com uma fenda quase que incalculável, os córregos, as cachoeiras, a pedra do segredo, animais selvagens e a parceria que se cria rapidamente entre os grupos de turistas, tudo isso é muito bom.                                                     
Importante também é destacar a preocupação com a preservação do meio ambiente: nada de lixo pelo chão, cada qual cuida do seu lixinho, orientam os guias,o que já início do passeio deixa a todos corresponsáveis pela preservação daquele grandioso patrimônio.        
            Em pouco tempo estávamos novamente no posto de controle, que agora recebe iluminação graças a um gerador que ronca,  naquele galpão quase abandonado.                                
            Quase todos ao banheiro e em pouco mais de quinze minutos todos aos carros e rumando de volta a Cambará do Sul.                        Nesse intermeio, um dos guias questionou se iríamos retornar ainda na quinta, ao que respondemos que sim. Daí, a boa sugestão desse guia indicou descermos para  Porto Alegre via Rota do Sol, que, segundo falara, é mais segura, é nova, sem muitas curvas e desemboca na BR 101 e dali para a Freeway.                   Este percurso, aumenta em pouco mais de 40km a viagem, mas em se tratando de segurança, descida da serra, noite, cerração, etc... a Rota do Sol seria bem melhor. 
Aceita a sugestão, então arrumar as motos, abastecer, jantar e partir.    A essa sugestão, voltar via Rota do Sol, se associaram quatro também turistas que compunham o nosso grupo de visitação ao cãnion.  Assim, porém de automóvel, o quarteto nos acompanhou  até as proximidades da BR 101. Chegando a ela, a segurança pareceu melhor, o frio deixou de ser intenso e esse grupo seguiu direto para Gravataí.
      Nós ainda paramos em um posto de gasolina para o abastecimento necessário e de lá direto para a Freeway. Nesta rodovia, com um trânsito muito pequeno, onde por muitas vezes alinhamos as motos, uma em cada pista, luz alta e buzinas, comemorando mais uma rodada legal, mais uma boa aventura.                
   Assim, chegamos a Porto Alegre, pouco mais de vinte e duas  horas. 
Antes, porém, uma rápida parada no pedágio de Gravataí para o  tradicional abraço de despedida.                            
                Assim, encerramos mais um passeio, mais uma feliz jornada de amigos, de aventureiros, de grandes amigos que fazem da estrada um elo retilíneo de vivência e de prazer.  
     Quanto a Rota do Sol, a descida foi boa. A  estrada  verdadeiramente está em ótimas condições. Devido à noite, não conseguimos ver todas as paisagens, o que de plano nos deixa um desafio: fazer o trajeto em pleno dia.

Foram nossos guias o Gustavo e o Max, a quem agradecemos pela gentileza, paciência e desprendimento para com a profissão que abraçaram. 

Relato: Gilberto Cesar
Fotos: Jonas Santos e Gilberto Cesar
Revisão de Texto: Cesar Trindade de Oliveira